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O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), Haroldo da Silva, participou nesta terça-feira (21) da abertura da programação do 21º CONAF – Congresso ABIFA, promovido pela Associação Brasileira de Fundição (ABIFA), no São Paulo Expo, em São Paulo. Um dos principais eventos técnicos e estratégicos da indústria de fundição no país, o congresso reúne especialistas, empresários e representantes do setor entre os dias 21 e 24 de julho para debater os desafios e as oportunidades da indústria brasileira. Evento foi aberto por Alexandre Carvalho, gerente executivo da ABIFA.

Responsável pela Palestra Magna de abertura, intitulada “O Futuro da Fundição no Brasil: Produtividade, Tecnologia e a Geopolítica das Cadeias de Valor”, Haroldo destacou o papel estratégico da fundição para a competitividade da indústria nacional e defendeu medidas estruturantes para fortalecer o setor diante das transformações econômicas e geopolíticas em curso.

“A fundição é termômetro da indústria de base. Sem uma fundição forte, não há cadeia metal-mecânica competitiva. O que decidirmos aqui reverbera em toda a manufatura”, afirmou.

Durante sua apresentação, o presidente do Corecon-SP fez um alerta sobre a perda de competitividade da indústria de fundição brasileira, que enfrenta pressão crescente das importações e redução da participação na cadeia produtiva. Segundo ele, a recuperação do setor exige mais do que oscilações favoráveis do câmbio.

Haroldo ressaltou que o Brasil precisa enfrentar os entraves do chamado Custo Brasil e investir na modernização dos processos produtivos. Para ele, a adoção dos conceitos da Fundição 4.0, o aumento da eficiência energética e a incorporação da economia circular são fatores indispensáveis para garantir a sustentabilidade e a competitividade da indústria nos próximos anos.

O economista também destacou que o atual cenário internacional, marcado pelo rearranjo das cadeias globais de valor, disputas comerciais, novas tarifas e pela crescente demanda por terras raras e minerais críticos, cria uma oportunidade histórica para o Brasil ampliar sua capacidade industrial e agregar mais valor à produção nacional.

Segundo Haroldo, para que esse potencial se concretize, será necessário estruturar mecanismos de financiamento compatíveis com os investimentos exigidos pela transformação tecnológica, além de políticas públicas voltadas ao estímulo da inovação, da produtividade e da reindustrialização.

Com o tema “O futuro da indústria de fundição competitiva do Brasil”, o 21º CONAF reúne especialistas do Brasil e do exterior para discutir inovação, produtividade, sustentabilidade e competitividade, pilares considerados essenciais para o fortalecimento da indústria de fundição e de toda a cadeia metal-mecânica brasileira.