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Na última sexta-feira (26), em Brasília, além de participar do lançamento do Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC), o Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), por meio de seu Presidente Haroldo da Silva e Vice-Presidente Antônio Prado, cumpriu agenda institucional no Ministério da Fazenda, reunindo-se com a Subsecretária Julia Braga, representando a Secretaria de Assuntos Internacionais.

O encontro teve como objetivo compreender as ações estratégicas conduzidas pelo Ministério, especialmente no campo da política econômica e das agendas internacionais, e compartilhar com os Economistas e a sociedade informações relevantes sobre a atuação do Brasil nesse cenário.

Reformas estruturais e articulação política

Durante a reunião, a Secretária destacou o esforço do Ministério da Fazenda centrado em avançar em reformas estruturais e na articulação com o Congresso Nacional, priorizando uma visão de longo prazo voltada para a estabilidade macroeconômica e para a redução das desigualdades. Segundo Julia Braga, a agenda econômica atual busca equilibrar responsabilidade fiscal com políticas voltadas à distribuição de renda e ao desenvolvimento sustentável.

No âmbito das reformas estruturais, Braga destacou a histórica aprovação da reforma tributária, que busca simplificar o sistema de impostos de forma gradual, garantindo previsibilidade e segurança jurídica para empresas e cidadãos. A ideia é avançar em etapas, de modo que a transição não gere impactos abruptos sobre a arrecadação ou sobre setores específicos da economia. Segundo ela, esse modelo escalonado é fundamental para alinhar o sistema tributário brasileiro às melhores práticas internacionais, aumentar a competitividade e reduzir distorções históricas que penalizam a produção e o consumo.

Financiamento verde e inovação

Um dos pontos centrais da conversa foi a agenda de financiamento verde, conduzida pelo Ministério da Fazenda, em ação conjunta da Secretaria Executiva, Tesouro Nacional, a Secretaria de Assuntos Internacionais e a Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, que, aliás, foi liderada pela Economista Cristina Froes de Borja Reis, ex-Conselheira do Corecon-SP, nos últimos três anos; agora, ela está à frente da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono. Entre as iniciativas, destacam-se:

  • Emissão de títulos soberanos climáticos (green bonds), que posicionam o Brasil como referência internacional em instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade;
  • O programa EcoInvest, criado para catalisar recursos privados e ampliar investimentos em projetos de baixo carbono e economia circular;
  • A Plataforma de Investimentos para a Transformação Climática e Ecológica do Brasil (BIP) que busca mobilizar recursos, conectando projetos, fundos e instituições financeiras às prioridades estratégicas do país.

Segundo Julia Braga, essas agendas visam reforçar o compromisso brasileiro com a transição ecológica e com a construção de soluções globais para os desafios climáticos e socioeconômicos.

Aproveitando o ensejo, o Corecon-SP também apresentou o recém-lançado Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC), iniciativa que busca estruturar e acelerar o financiamento para a economia circular no Brasil. A Secretária ressaltou a relevância da proposta e a convergência com a agenda do Ministério da Fazenda neste aspecto. Leia mais aqui – https://coreconsp.gov.br/corecon-sp-integra-comite-brasileiro-de-financiamento-circular/

Agendas internacionais e multilaterais

A Secretária também apresentou o trabalho desenvolvido pelo Brasil em importantes fóruns internacionais, destacando o exercício da Presidência do G20 e dos BRICS e a organização da COP30, em Belém, como algumas atividades relevantes dos últimos anos. No campo das relações bilaterais, foi mencionada a emissão de títulos soberanos brasileiros em moeda chinesa; convênios com organismos internacionais, como a CEPAL e o Banco Mundial, voltados à transformação ecológica, inovação e o desenvolvimento sustentável; e parcerias com instituições como a Agência Francesa de Desenvolvimento, para apoio técnico e financeiro em projetos estruturantes.

As ações têm o intuito de ampliar a diversificação de instrumentos financeiros, promover a agenda sustentável, posicionando o Brasil como ator eminente e fortalecer a cooperação com parceiros estratégicos.

Cooperação técnica e papel dos Economistas

O encontro também abriu espaço para discutir possibilidades de cooperação técnica do Ministério com o Núcleo de Estudos Estratégicos do Corecon-SP (NEEC), para o aprofundamento da reflexão sobre temas econômicos diversos. Julia Braga reconheceu a importância da participação dos Economistas no debate público e institucional, destacando que o Brasil precisa de quadros técnicos qualificados para transformar conhecimento em projetos viáveis e escaláveis em todos os níveis.

Declarações

O Vice-Presidente, Antônio Prado, avaliou positivamente a reunião:

“Foi uma oportunidade de compreender de forma mais ampla as agendas internacionais do Ministério da Fazenda e de reforçar o papel dos Economistas na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável. A integração entre política econômica, financiamento verde e inovação abre novas frentes de atuação para os Economistas”.

O presidente do Corecon-SP, Haroldo da Silva, complementou:

“O Corecon-SP seguirá mobilizando a categoria para que esteja presente nos debates e projetos que moldam o futuro econômico do país. Nosso compromisso é com o Estado brasileiro e, nesse sentido, contribuir com os diferentes órgãos da Administração Pública para que essas agendas se traduzam em projetos concretos, capazes de gerar competitividade, inclusão social e sustentabilidade”.