Na última terça-feira (10), o vice-presidente do Corecon-SP, Antonio Prado, esteve presente no lançamento do livro “Salário Mínimo no Brasil: 90 anos de História, Lutas e Transformações”, obra que reúne análises históricas e socioeconômicas sobre um dos pilares das relações de trabalho no país.
A cerimônia contou com a presença do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Durante o evento, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Luiz Marinho entregou medalhas comemorativas às autoridades presentes, entre elas Antonio Prado. Produzida pela Casa da Moeda, a medalha faz alusão aos 20 anos da Política de Valorização do Salário Mínimo e aos 90 anos da instituição do salário mínimo no Brasil.

Publicado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, o livro celebra as nove décadas de existência do salário mínimo — instituído em 1936. A obra aborda o papel da remuneração como instrumento de garantia de renda, proteção social e promoção do desenvolvimento econômico e social.
A publicação apresenta um panorama detalhado da evolução do salário mínimo desde sua origem no governo de Getúlio Vargas até os dias atuais, destacando momentos históricos como a regulamentação nacional do piso salarial com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as transformações institucionais que acompanharam o crescimento da industrialização e urbanização do Brasil.
Prado possui uma trajetória de décadas dedicada ao Dieese, instituição que integra desde 1977, quando ainda era estudante de Economia. O vice-presidente é autor de um dos artigos que compõem a obra, intitulado “Salário Mínimo e fome no Brasil: história, estrutura e desafios”, em que analisa a relação entre política salarial, condições de vida e desigualdades sociais no país.
“Ao revisitar os 90 anos do salário mínimo, a obra reafirma que essa política pública transcende a mera fixação de um valor monetário: ela é um instrumento central de inclusão social, redução de desigualdades e fortalecimento da economia, elementos fundamentais para pensar estratégias de desenvolvimento sustentável no Brasil”, diz o vice-presidente.
Segundo Prado, ao projetar o futuro, o livro ressalta que, embora o valor tenha avançado significativamente em relação a década de 1990, o desafio contínuo permanece em aproximar o valor real do montante necessário para suprir as necessidades básicas de uma família, conforme os cálculos do próprio Dieese.
Para o Corecon, ter seu vice-presidente participando ativamente da produção de conhecimento técnico nesta obra significa reafirmar seu protagonismo e seu compromisso histórico com o bem-estar social e o fortalecimento da economia nacional.
Mais sobre o livro
Além de contextualizar as lutas dos trabalhadores e as discussões políticas que moldaram o salário mínimo como direito civilizatório, o livro também analisa décadas de reajustes, períodos de desvalorização em tempos de inflação alta e iniciativas de política pública para manter o poder de compra do piso.
O livro destaca a Política de Valorização do Salário Mínimo, instituída há 20 anos e consolidada em leis mais recentes, que combina a correção pela inflação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), garantindo ganho real aos trabalhadores. Esse modelo se tornou referência tanto para o cálculo do próprio salário mínimo quanto para o reajuste de benefícios previdenciários e sociais, além de ter impactos positivos sobre o consumo e a economia em geral.
O conteúdo do livro também reflete sobre alguns desafios contemporâneos, como a necessidade de ampliar a capacidade do salário mínimo de atender plenamente às necessidades básicas de uma família, frente à evolução dos custos de vida no país.
O livro pode ser acessado através do link: https://coreconsp.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Livro-90-anos-SM.pdf
