O total de empregos gerados em Janeiro 2.026 no CAGED (cadastro geral de empregados e desempregados) publicado, o setor de serviços obteve um saldo positivo de 40.525 mil dos empregos formais, o equivalente a 36% dos empregos gerados no período.
O setor de serviços é hoje o principal motor do mercado de trabalho brasileiro, tanto em volume absoluto de ocupações quanto na capacidade de sustentar o nível de atividade econômica.

Serviços e resiliência do emprego formal (Caged)
Mesmo em um ambiente de juros elevados ao longo de 2025, o setor de serviços manteve saldo positivo de contratações formais. Em janeiro de 2026, por exemplo, serviços criaram mais de 40 mil vagas formais, ficando entre os principais responsáveis pelo resultado líquido positivo do mês.
Analise
• Serviços funcionam como amortecedor do ciclo econômico, quando indústria e comércio oscilam mais com crédito e estoques, serviços tendem a ajustar-se de forma mais gradual.
• A formalização no setor especialmente em serviços empresariais, saúde, educação e transporte contribui para a expansão do emprego típico, com impacto positivo sobre renda, arrecadação e proteção social.
A resiliência do emprego em serviços reduz a velocidade de acomodação do mercado de trabalho e, por consequência, limita o espaço para uma flexibilização mais rápida da política monetária. Assim, o próprio dinamismo do setor que sustenta o crescimento também impõe desafios adicionais ao controle inflacionário.
O Setor de Serviços em janeiro de 2026 foi gerado um saldo de 40.525 postos de trabalho. Os dados registraram saldo positivo no nível de emprego em quatro, dos Grandes Grupamentos de Atividades Econômicas:
- Transporte, armazenagem e correio (-4.380 postos);
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (38.395 postos);
- Alojamento e alimentação (-7.674 postos);
- Serviços domésticos (8 postos);
- Outros Serviços (6.045 postos);
- Administração pública (8.131 postos).

A análise integrada dos dados mais recentes indica que o setor de serviços é o eixo estruturante do mercado de trabalho brasileiro no atual ciclo econômico. Sua capacidade de gerar empregos, elevar a renda e sustentar o consumo das famílias explica a resiliência da economia, mesmo em um ambiente de política monetária restritiva. Ao mesmo tempo, esse protagonismo reforça a necessidade de monitoramento atento dos impactos inflacionários e de políticas que elevem a produtividade do setor, condição essencial para compatibilizar crescimento, emprego e estabilidade macroeconômica.
O setor de serviços permanece como o principal responsável pela geração de empregos, exercendo papel decisivo na dinâmica da atividade econômica. A manutenção desse desempenho será fundamental para sustentar o crescimento da economia, ampliar a inclusão produtiva e fortalecer o mercado interno nos próximos anos.
Carlos Eduardo Oliveira Jr.
Assessor Econômico
Informações: secretaria@cnservicos.org.br
