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O setor de serviços registrou um crescimento, sendo o principal motor da expansão econômica. O resultado do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 revelou uma expansão de 0,8% em relação ao trimestre anterior e de 0,1% frente ao mesmo período de 2024. Embora esses números representem evidenciando um cenário de estabilidade econômica após meses de desaceleração. O dado central é que o setor de serviços, se manteve estável e avançou 2,0%, confirmando sua posição como principal vetor de sustentação da atividade econômica nacional.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encerrou o ano de 2025 com crescimento de 2,3%, totalizando R$12,7 trilhões em valores correntes, conforme divulgado pelo IBGE. O resultado destaca para o setor de serviços, que cresceu 1,8% no acumulado do ano e manteve trajetória positiva ao longo de 2025.

Setor de Serviços: sustentação do crescimento
O desempenho do setor foi determinante para sustentar o nível de emprego e a renda ao longo do ano. Por ser intensivo em mão de obra, o crescimento dos serviços contribuiu diretamente para a manutenção do consumo das famílias, mesmo diante de ambiente de juros elevados.

Análise do Setor de Serviços
Responsável por cerca de 60% do PIB, O setor de serviços tem papel estrutural na economia brasileira e, tradicionalmente, funciona como o principal vetor de geração de empregos e arrecadação. No entanto, o desempenho recente é caracterizado por baixa expansão ou estabilidade, com alguns segmentos apresentando retração real ajustada pela inflação.

Implicações macroeconômicas
O resultado de 2025 sinaliza:

• Crescimento positivo, porém, moderado
• Forte dependência do setor de serviços
• Desempenho relevante do agronegócio
• Investimento ainda limitado
• Desaceleração gradual ao longo do ano

Comportamento ao longo do ano
O desempenho trimestral revela perda gradual de dinamismo. No quarto trimestre de 2025, o PIB variou apenas 0,1% frente ao trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, houve crescimento de 1,8%.
O segundo semestre mostrou expansão menor do que o primeiro, refletindo condições financeiras mais restritivas, moderação do consumo das famílias e desaceleração industrial.

A inflação de serviços, tradicionalmente mais persistente, continua sendo um ponto de atenção para o Banco Central do Brasil, dado o peso do setor na estrutura produtiva e sua relação direta com o mercado de trabalho.

Serviços como pilar estrutural da economia

Os serviços responderam por aproximadamente 69,5% do Valor Adicionado a preços básicos em 2025, confirmando sua posição como principal eixo da economia brasileira. Em um ambiente de juros elevados, o setor demonstrou maior capacidade de resiliência relativa quando comparado à indústria de transformação, mais sensível ao custo do crédito.

Segundo os dados informados pelo IBGE, atividades como serviços financeiros, informação e comunicação e outras atividades de serviços foram menos impactadas pela política monetária contracionista, contribuindo de forma relevante para a sustentação do crescimento econômico.

Conclusão

O crescimento de 2,3% em 2025 confirma que a economia brasileira manteve trajetória de expansão, mas em ritmo mais moderado. O setor de serviços consolidou sua posição como principal pilar da atividade econômica, enquanto a indústria ainda apresenta fragilidade estrutural.
Para que o país avance para um ciclo de crescimento mais robusto e sustentável, será fundamental:
• Elevar a taxa de investimento
• Aumentar a produtividade, especialmente nos serviços
• Reduzir custos estruturais
• Ampliar a competitividade industrial
Sem esses avanços, a economia tende a permanecer em um patamar de crescimento próximo a 2% ao ano, com limitações ao aumento da renda per capita no longo prazo.

Carlos Eduardo Oliveira Jr.
Assessor Econômico
Informações: secretaria@cnservicos.org.br