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A Pesquisa Mensal de Serviços – PMS (IBGE), o volume de serviços prestados no
Brasil fica estável em 0,0% em novembro de 2.022, diante de um recuo de -0,6% em
outubro de 2.022. Em novembro, a receita real do setor de serviços recuou 0,6% na
margem, abaixo da mediana das expectativas do mercado -0,2%.

No ano, a alta acumulada passou para 8,5% em novembro, recuando de sua trajetória
ascendente. Está havendo perda de fôlego, especialmente nos setores que foram os
mais dinâmicos segmentos de tecnologia da informação e transporte de cargas.
Com isso, o setor chega a dois meses sem crescimento houve queda de 0,6% em
outubro, encerrando uma sequência de sete meses consecutivos sem perdas, de março
a setembro, período em que o setor acumulou um ganho de 5,8%.

Após atingir o seu maior patamar histórico em setembro de 2022, o setor de serviços
registrou variação negativa na passagem mensal de outubro -0,6% e estabilidade em
novembro 0,0%. Os resultados apresentados até o momento para o último de trimestre
de 2022 refletem a perda de dinamismo da atividade econômica e a restrição das
condições financeiras das famílias.

O resultado de novembro pode ser lido como uma perda de fôlego frente aos avanços
registrados nos meses anteriores. Vale lembrar que de março a setembro o índice
acumulou um crescimento de 5,8%.

Ainda é cedo para falarmos se estamos diante de um ponto de inflexão da trajetória. De
todo modo, é importante notar que os principais pilares que vinham mostrando
dinamismo e ajudando o índice a chegar em sua máxima histórica, os setores de
tecnologia da informação e transporte de cargas, tiveram uma desaceleração em seu
crescimento.

Três das cinco atividades investigadas recuaram no mês de novembro, com destaque
para serviços de informação e comunicação, que registrou queda de 0,7% e eliminou
parte do ganho acumulado no período julho-outubro (5,1%).

A estabilidade do volume de serviços no mês refletiu o comportamento negativo de três
das cinco atividades da pesquisa, entre elas informação e comunicação -0,7%, outros
serviços -2,2% e de serviços prestados às famílias -0,8%. E, no sentido oposto,
anulando a variação negativa do indicador, houve variação positiva nas atividades de
transportes 0,3% e profissionais, administrativos e complementares 0,2%.

As principais influências negativas do setor de outros serviços vieram das atividades de
pós-colheita e serviços financeiros auxiliares. Já para os serviços prestados às famílias,
os setores que mais contribuíram para a queda foram restaurantes e hotéis. Cabe notar
que o setor ainda é o único que se encontra abaixo do período pré-pandemia, estando
6,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.

De todo modo, é importante notar que os principais pilares que vinham mostrando
dinamismo e ajudando o índice a chegar em sua máxima histórica, os setores de
tecnologia da informação e transporte de cargas, tiveram uma desaceleração em seu
crescimento.

A queda observada em novembro na atividade foi puxada principalmente por uma
acomodação do setor de tecnologia da informação, que teve queda de 4,1%, também
precedida de quatro meses de altas consecutivas que acumularam 19,4% de
crescimento. Por outro lado, vemos um bom resultado do setor de serviços audiovisuais,
de edição e agência de notícias, que mostrou avanço de 8% no mês após uma queda
de 3,5% em outubro, puxado, principalmente, pelos serviços audiovisuais.

Carlos Eduardo Oliveira Jr.
Assessoria Econômica
Informações: secretaria@cnservicos.org.br

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