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Entre os dias 2 e 6 de março, ocorre a X Semana de Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC). Organizado pelo Centro Acadêmico de Ciências Econômicas, o evento tem como tema central “Brasil, qual o teu negócio? Decisões que moldam o rumo econômico”. Em mais um ano, o Corecon-SP apoia a semana de debates e participa ativamente das discussões propostas na Semeco.

A participação do Conselho teve início na mesa “Perspectivas sobre o acordo Mercosul–União Europeia”, moderada pelo presidente do Corecon-SP, Haroldo da Silva, e que contou com a presença dos professores da UFABC Alexandre Favaro e Marcelo Monteiro.

Durante sua fala, Haroldo destacou transformações econômicas relevantes em curso no país, como a reforma tributária. Segundo ele, embora a reforma incida sobre um sistema considerado um dos mais complexos e ineficientes do mundo, ela promove a transição para um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) mais adequado e alinhado aos padrões internacionais.

O presidente do Corecon-SP também ressaltou a possível adoção do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, tema central da mesa de debates, que, segundo ele, “integra o conjunto de grandes mudanças estruturais que o Brasil poderá enfrentar nos próximos anos”.

Os professores Alexandre Favaro e Marcelo Monteiro compartilharam com os estudantes presentes suas pesquisas sobre integração regional e o acordo Mercosul–UE, apresentando uma análise crítica sobre comércio internacional, integração econômica e os desafios políticos e econômicos das negociações contemporâneas.

“A inserção brasileira por meio do Mercosul implica, necessariamente, as consequências da integração. Estamos falando de integração na dimensão comercial e também na dimensão financeira”, afirmou Favaro.

Já o professor Marcelo Monteiro destacou que a integração deve ser analisada com cautela. “Avalio a integração não com base em previsões otimistas, mas a partir de uma postura prudente e fundamentada em pesquisa. Minha preocupação não é com a integração em si, mas com seus desdobramentos e com os termos do acordo. Há o risco de reforçarmos a perda de relevância da indústria brasileira e ampliarmos o peso do setor primário na economia. O setor primário não é um problema em si, mas, sem avanços significativos em infraestrutura e transporte, dificilmente alcançaremos níveis adequados de desenvolvimento”, afirmou.

A X Semeco segue até sexta-feira (6), com diversas atividades e apresentações. Entre elas, haverá mais uma participação do Corecon-SP na mesa “O papel do Estado e o desenvolvimento nacional”, que terá como palestrante o economista Odilon Guedes, ex-presidente do Corecon-SP, membro da Comissão do Setor Público do Conselho e conselheiro do Cofecon.