O Corecon-SP realizou, no dia 1º de abril, mais uma edição do projeto “Corecon-SP em Movimento”. O evento, que busca debater temas relevantes da atualidade, contou com a participação do cientista político Sérgio Fausto, que analisou o cenário político e os desafios do governo federal.
A edição foi marcada por um momento inédito e simbólico. A partir deste mês, o Corecon-SP passou a realizar a entrega presencial das carteiras de registro profissional. A iniciativa tem como objetivo acolher os novos economistas e fortalecer o vínculo com o conselho desde o início de sua trajetória profissional.
O presidente do Corecon-SP, Haroldo da Silva, acompanhado por Claudete Magalhães, do Departamento de Atendimento e Registro, realizou a entrega das carteiras aos economistas Davi do Nascimento Cidreira e Havamelly Fernandes da Silva, que optaram por retirar o documento na sede da entidade.
“São esses economistas que estão chegando agora que nos motivam a continuar trabalhando. Queremos dar as boas-vindas a todos que se registram mensalmente”, afirmou o presidente Haroldo durante a cerimônia.
Debate
Após a solenidade, o público presente e os espectadores da TV Economista acompanharam a palestra de Sérgio Fausto. Diretor-geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso e comentarista do Jornal da Cultura, o especialista apresentou uma análise sobre a “conjuntura política e os principais desafios para o próximo governo federal”.
Ao agradecer a presença dos participantes, Haroldo da Silva ressaltou que, embora a instituição não tenha caráter partidário, sua atuação é, inevitavelmente, política. Nesse sentido, destacou a importância de estimular o engajamento da sociedade em temas que impactam diretamente a vida das pessoas e de suas famílias.
“A nossa proposta é ampliar o acesso à informação, promovendo mais conhecimento e esclarecimento sobre questões relevantes, de modo a incentivar uma participação mais consciente e ativa no debate público”, afirmou.
Durante sua exposição, Sérgio Fausto apresentou um panorama da atual conjuntura política do Brasil, destacando os principais desafios para o próximo mandato federal, além de analisar os possíveis candidatos à Presidência da República.
Segundo ele, o país tem perdido, nos últimos anos, um horizonte comum compartilhado de nação. Sem recorrer diretamente aos termos “divisão” ou “polarização”, o cientista político argumentou que há uma fragmentação das referências coletivas, o que dificulta a construção de consensos. Esse cenário, de acordo com sua avaliação, está relacionado às profundas transformações tecnológicas e geopolíticas em curso, que vêm alterando dinâmicas sociais, econômicas e institucionais.
Nesse contexto, ele ressaltou a necessidade de reconstruir pontes de diálogo e fortalecer espaços de debate qualificado, capazes de orientar decisões estratégicas e promover maior coesão social diante dos desafios contemporâneos.
Saiba mais
O projeto “Corecon-SP em Movimento” segue com sua agenda mensal de debates. Para conferir a cobertura completa e outras notícias, acesse o portal oficial ou acompanhe os conteúdos na TV Economista.
